O que travava
A produção era controlada em papel e planilha, dentro da fábrica e também com as costureiras externas. Ninguém sabia com precisão quanto cada costureira havia produzido no período, então o pagamento era calculado na base da conferência manual — e errava. Peça paga duas vezes, peça não paga, discussão no fim do mês. Refação e peça com defeito não tinham registro: o prejuízo existia, mas não aparecia em lugar nenhum. O tecido em estoque era estimativa. O financeiro, uma soma feita depois.
O que foi feito
Construímos um sistema de gestão de produção que acompanha a peça do corte à entrega, dentro e fora da fábrica. A produção passou a ser registrada por costureira, individualmente. O envio de lote para as costureiras externas virou uma etapa rastreada, com data de saída e de retorno. Produção com falha e refação ganharam indicador próprio. O estoque de tecido passou a ser baixado pela produção real, e o financeiro passou a mostrar, a qualquer momento, quanto é devido a cada costureira.
Resultado
Pagamento errado e em duplicidade eliminados: o valor devido a cada costureira passou a sair do sistema, não da conferência. Falha e refação viraram indicador acompanhável, o que transformou prejuízo invisível em problema tratável. O estoque de tecido deixou de ser estimativa e a visão do financeiro deixou de depender do fechamento do mês.